No papel, operar opções é lindo. Você vê os prêmios entrando na conta, a rentabilidade subindo e acha que vai ficar rico em pouco tempo.
Foi assim comigo em 2015 e, novamente, em um episódio mais recente que quase me custou R$ 11 mil.
Neste post, eu abro o jogo sobre os meus maiores erros e, mais importante, mostro como defender uma operação quando o mercado decide ir exatamente contra você.
O Erro do Iniciante: A armadilha da PETR4
Lá em 2015, eu vendia PUTs de Petrobras todo mês sem entender nada de volatilidade.
Por sorte de principiante, ganhei dinheiro por um tempo.
Até que a PETR4 despencou.
Eu era obrigado a comprar 1.000 ações a R$ 7,00 enquanto elas valiam R$ 5,00 no mercado.
Tentei “consertar” vendendo CALLs abaixo do meu preço médio (um erro clássico de quem quer recuperar o dinheiro rápido) e acabei sendo exercido na alta, amargando um prejuízo real.
Lição 1: Nunca venda CALL abaixo do seu preço médio se você não quer se desfazer da ação com prejuízo.
O Erro do “Experiente”: A saga dos 11k
Anos depois, mesmo com mais estudo, caí na armadilha do excesso de confiança.
Montei uma trava gigante com 11 mil opções de Petrobras para tentar salvar uma operação menor.
Eu estava no “tudo ou nada”, como um jogador de Poker com cartas ruins esperando um milagre.
O resultado?
Vi a operação desvalorizar até bater R$ 11.000,00 negativos.
Fui bloqueado pela corretora e precisei de sangue frio para não transformar 11k de prejuízo em 40k.
Como escapei?
Ao invés de dobrar a aposta (o que me exigiria uma margem que eu não tinha), usei uma estratégia que aprendi: travar a venda de PUT comprando PUTs de vencimento longo.
Como a Petrobras caiu muito, minhas PUTs longas valorizaram absurdamente.
Vendi essas opções longas e usei o lucro para estancar a sangria da trava de 11k. Saí praticamente ileso, mas com uma lição cravada na mente.
Lição 2: Não aumente a mão para corrigir uma operação errada!
Guia de Defesa: O que fazer quando tudo dá errado?
Se você montou uma operação e o mercado foi contra você, não entre em pânico. Existem formas de “rolar” ou defender a posição.
1. Como defender uma venda de PUT (Ação caiu demais)
- Rolagem: Você recompra a opção atual (com prejuízo) e vende a do mês seguinte (por um prêmio maior).
Contudo, dependendo de quão ITM a sua put esteja, será muito difícil “rolar recebendo”. Neste cenário, estude rolar o mais distante possível - Compra de PUT Longa: Se você estiver vendido em muitas PUTs, comprar algumas com vencimento para daqui a 1 ou 2 anos pode servir como um seguro catastrófico.
Mas lembre-se, esse operação precisa ser feita junto a operação inicial. Tentar comprar PUT longa após sua operação ter dado errado te custará MUITO caro
2. Como defender uma venda de CALL (Ação subiu demais)
- Rolagem de Strike: Recompra a CALL e vende a do mês seguinte com um strike mais alto.
- Financiamento: Se a rolagem estiver cara, você pode vender uma PUT (se tiver garantia) para financiar a subida do strike da sua CALL.
Conclusão: O fator psicológico
O maior erro não é a estratégia em si, é o tamanho da mão.
- Em 2015, meu erro foi a falta de conceito.
- No episódio dos 11k, meu erro foi a ganância de querer resolver um problema pequeno com uma operação grande demais para a minha margem.
Hoje, minha regra é clara: só opero o que meu estômago (e minha conta) aguenta caso o pior cenário aconteça.
E você, já passou por algum “calor” desses no mercado? Como foi que você se saiu (ou não) dessa?
See ya!
Olá investidor, essas opções são fogo mesmo, que bom que conseguiu reverter o prego, eu prefiro ficar só no básico hehe 🙂
Olá Bilionário, opções é algo que precisa estudar certinho. Se não toma prejuízo e dos “brabos” hehe
Bastter, sempre fala que quando entramos numa operção com opções, devemos pensar: já perdi! simplesmente porque existe essa chance, ninguém é soberano no mercado, e aquele que fala que nunca perdeu, só está querendo vender curso , rsrs. Muito bom você abordar esse assunto. Você ficou ano rolando PETR, já vi um video de um gestor relatando que ficou rolando puts de BOVA no total de milhão por um bom tempo também… Por essas e por outras que não devemos alavancar e procurar lançar puts de ativos que queremos encarteirar ou com bastante liquidez. Opções pra mim, é como um… Leia mais »
Olá Paulinha. Interessante essa linha de pensamento do Bastter. Contudo, trabalho de outra forma. Quando entro em uma operação com opções, entro sabendo o que vou fazer caso a ação não fique onde quero. Exemplo, ao vender put de strike 26, se a ação cair para 20, já tenho noção do que vou fazer. Acredito que melhor do que entrar pensando que já perdeu, é entrar sabendo o que fazer em um cenário desfavorável. Você pontou muito bem algumas coisas, como liquidez e querer ter o ativo na carteira. Sobre opções ser como um carro de fórmula 1, gostei do… Leia mais »