Você já sentiu que o mercado ia “explodir” para algum lado, mas não tinha certeza se era para cima ou para baixo?
Em dias de grandes decisões políticas ou resultados corporativos, a incerteza é a única constante.
Foi exatamente o que senti no dia que ficou conhecido como o julgamento do ex-presidente Lula (Agora atual presidente, que fase hein Brasil?) e decidi testar, pela primeira vez, a estratégia Straddle.
O que é Straddle?
O Straddle é uma operação estruturada com opções onde você aposta na volatilidade, e não na direção.
A montagem consiste em comprar uma CALL (compra) e uma PUT (venda) de mesmo strike e mesmo vencimento.
- Compra de CALL: Você ganha se o mercado subir muito.
- Compra de PUT: Você ganha se o mercado cair muito.
O cenário ideal para o Straddle comprado é um movimento brusco e rápido.
Se a ação ficar de lado (estável), o tempo nosso maior inimigo nas opções compradas corrói o valor de ambos os prêmios e o prejuízo é certo.
Straddle na Prática: O Relato da Operação
Montei a operação com PETR4 dois dias antes do evento. Mesmo com as opções “gordas” (volatilidade implícita alta), decidi arriscar cerca de R$ 400,00 para entender o comportamento da estrutura na pele.
No dia do julgamento, o mercado balançou. Quando o lucro bateu 11%, faltando apenas um voto para o encerramento, decidi não esperar o “grand finale”.
Como sempre digo: lucro bom é lucro no bolso.
Encerrei a posição, garanti o churrasco e um livro novo, e não olhei para trás para ver se teria ganho mais.
Quando utilizar o Straddle?
Esta estratégia não é para o dia a dia, mas para momentos de expectativa extrema:
- Divulgação de balanços trimestrais com projeções incertas.
- Decisões judiciais ou políticas de grande impacto.
- Anúncios de fusões e aquisições.
Um straddle mais barato: (Iron Butterfly)
Se você achou o Straddle puro muito caro devido ao preço das opções ATM, existe uma forma de “hackear” o custo da montagem usando o que já aprendemos sobre Travas.
Em vez de comprar apenas a CALL e a PUT (duas pontas), você pode montar simultaneamente:
- Uma Trava de Alta com CALL (usando a mesma CALL do straddle).
- Uma Trava de Baixa com PUT (usando a mesma PUT do straddle).
O que muda no seu bolso?
- Custo de Montagem (Débito): Você gasta muito menos. Ao vender as “asas” externas, você recebe um prêmio que abate o custo das opções centrais que você comprou.
- Risco x Retorno: Como você “travou” as pontas, o seu lucro máximo é limitado (ao contrário do straddle puro), mas o seu prejuízo máximo também é bem menor.
- Custos de Operação: Atenção aqui! Você passará de 2 para 4 ordens enviadas. Verifique se a sua corretora possui corretagem fixa ou se as taxas da B3 não vão “comer” a sua economia de montagem.
Dica do Inglês: Essa é uma forma inteligente de se posicionar para grandes eventos gastando “centavos”, mas exige que você já domine a montagem da [Trava de Alta] e da [Trava de Baixa] que expliquei nos posts anteriores.
O Outro Lado: Straddle Vendido
Nos livros, aprendemos a comprar volatilidade. Mas, como um investidor focado em renda, hoje prefiro o Straddle Vendido.
Nesta variação, você vende a CALL e a PUT simultaneamente.
Aqui, o tempo (Theta) joga a seu favor. Você ganha se o mercado não se mover.
Porém, o risco é muito maior e exige garantias robustas (margem na corretora). É uma operação para quem já tem “casca” no mercado de derivativos.
Recomendações de Leitura
Para entender como o tempo afeta suas opções (o famoso “Theta”), recomendo fortemente estes dois manuais:
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- Fique Rico Operando Opções – Lee Lowell 👉 Leia meu resumo completo aqui | Ver preço na Amazon 🛒
E você? Já tentou lucrar com a indecisão do mercado ou prefere escolher um lado e seguir com ele? Deixe seu comentário abaixo!
See ya!
Inglês virando o rei das opções haha!
(Ah, continuo não recebendo em meu email seus replies… vai entender…)
Abraço!
Fala André! hahaha rei nada rs, mas estou aprendendo muito coisa legal
Poxa, essa dos replies está atrapalhando bem não. Acho que o plugin de comentários nos sacaneou. (Também não recebo os seus)
Abraço!
Eu fico só olhando o pessoal operar opções, eu acho muito arriscado pro investidor iniciante, apesar de eu já ter uma certa experiência, ainda prefiro ficar no básico.
Abraços!
O risco das opções é a facilidade que você tem de montar estruturas grandes. Ai sem experiência, o cara quebra mesmo.
Abraço!