Educação Financeira Infantil – Saiba dizer Não!

Após leitura de um post do sir Mustache, hoje o assunto é educação financeira infantil. Ano que vem tentarei mesclar com o dia 12 de Outubro como um incentivo hehe…

Bom, dias desses o amigo Cowboy postou sobre a necessidade de ensinarmos nossos filhos a lidar com dinheiro, afinal, deixar essa tarefa para terceiros talvez não seja uma boa ideia.



Infelizmente, são pouquíssimas escolas que abordam esse assunto. Lembro de uma vez em que um professor resolveu falar sobre dinheiro na classe. Porém, ele escolheu um caminho que não ensina, apenas afasta as pessoas sobre o tema.

Acertou quem pensou na expressão – O dinheiro é a raiz de todo o mal…

A expressão acima pode render debates muito bons e, se bem explorada, pode ajudar as pessoas a vencer essa crença. Porém, não foi dessa forma que o professor abordou o tema…

E assim como o Cowboy, também aprendi sobre finanças seguindo exemplos do meu pai e avô materno.

Abaixo algo que meu pai me ensinou inconscientemente.

A importância em dizer Não

Minha infância foi muito boa. E infelizmente, ao comentar sobre isso quando passei o curso sobre Planejamento Financeiro, a maioria dos alunos da minha sala não tiveram a mesma “sorte”. Porém, apesar de termos uma situação financeira confortável, meu pai não costumava atender aos meus pedidos.

Não importava o quanto eu pedisse, o não era certo…

Dessa forma, eu tinha que me virar com o que tinha. Já que era isso ou nada, não é mesmo? Assim, inconscientemente meu pai me ensinou a dar valor ao que temos. 

Dias atrás, conversando com um amigo da faculdade, ele me contou sobre sua indignação ao ver seus filhos brincando com a caixa de papelão de um brinquedo que custou a bagatela de R$1.000,00!

Porém, ao parar para pensar, percebeu como as crianças precisam de pouco para se divertir!

O caso do meu amigo mostra que os pais também precisam dizer não a si mesmos. Pois é comum vermos pais literalmente se matando para comprar brinquedos e coisas para seus filhos. Sem contar festinhas em buffet que comprometem a renda da família por x tempo.

Nada contra as festas, mas elas precisam ser planejadas! Pois acabar com seu orçamento não será um bom exemplo para eles. Lembra que aprendemos com os exemplos dos nossos país?

Além dos brinquedos (e festas) não serem garantia de felicidade…

Eu lembrei da indignação do meu amigo acima ao ler um post Mr Money Mustache, como falei no inicio do post. Alguns pais vão comprando e comprando brinquedos para seus filhos. E geralmente, os brinquedos mais velhos vão perdendo espaço para os mais novos, assim restando a eles acabar em uma caixa em algum canto da casa.

Isso quando não são jogados fora!

Para quem se encontra nessa situação, olha que legal essa ideia, veja a abaixo;

Clique na imagem para Ampliar!


Fonte Imagem: Mr Money Mustache

A ideia por trás dessa estante é mostrar a criança (e aos país também) sobre a necessidade em comprar um novo brinquedo.

Com uma estante dessa, será que há necessidade de mais algum brinquedo?

Será que um novo brinquedo aumentará tanto a felicidade do seu filho que valha a pena comprá-lo?

Ou ele será apenas mais um na estante?

Ao darmos tudo que o que os filhos querem, o que estamos ensinando?

See ya!

0 0 vote
Article Rating

Subscribe
Notify of
19 Comentários
Oldest
Newest Most Voted
Inline Feedbacks
View all comments
2 anos atrás

Gostei bastante dessa ideia da estante. Aqui em casa a senhora Diário compra pro diarinho tanto brinquedo que já tem não uma, mas duas caixas enormes cheias deles. Se fosse trocá-los pelo valor que foram adquiridos, certamente teria-se uma grande quantia.

De minha parte eu digo bastante 'não', sempre ensinando o porquê. Mas nem sempre dá pra fazer isso, até conosco mesmo, como citado.

Vou procurar uma estante dessa pra incentivar a percepção da não necessidade de tantos.

Valeu Inglês
Ótimo post!

2 anos atrás

Minha filha ganhou um brinquedo grande semana passada. A caixa era grandona. Não deu outra, meu filho fica brincando com a caixa. Maior comédia. Agradou os dois.

Anônimo
2 anos atrás

Esse post me lembrou de um raciocínio que para mim é um mito financeiro. "Falta educação financeira ao brasileiro" Será? Será que essa frase é sempre realista? Na minha opinião não. O que falta na maioria dos casos é simplesmente bom senso.Boa parte dos endividados e das pessoas que fazem cagadas finanças são pessoas de classe média no mínimo e que geralmente possuem bom grau de instrução.E educação financeira na sua forma mais básica é simplesmente gastar menos do que o que se ganha, lógico que isso é o básico, a pessoas pode se aprofundar muito mais no mundo dos… Read more »

2 anos atrás

Fala II!

Estou, eu e a patroa aqui, nos programando para trazer ao mundo um filhote em 2019. Comecei já a procurar fontes de ensinamentos e seu post vem bem a calhar. Excelentes reflexões.

Encontrei um site semana passada na web bem interessante também: graninhakids. Vou iniciar nessa literatura, pois agora quero fazer melhor do que pude fazer com minha filha. Quando ela era criança, eu ainda era um gastador e não tinha uma merreca aplicada rsrsr. Agora será ainda melhor rsrsr

Abraço!

2 anos atrás

Olá II,

Obrigado pela citação do meu post.
Você tem razão, muitos pais se matam para comprar brinquedos caros para os filhos. Eu não concordo com isso.

Lembro que na minha infância eu mesmo fazia meus brinquedos. Pretendo fazer um post relatando isso.

Abraços.

2 anos atrás

Essa estante aí é o sonho de muito marmanjo!

2 anos atrás

Ótimo post, II, concordo em gênero, número e grau! Os pais que tiveram filhos a partir da segunda metade dos anos 80 criaram muito mal seus filhos. Hoje nós temos uma geração de mimados e incapazes, tudo pelo simples fato de ensinar pra criança que ele é um ser "especial", e isso está muito conectado com seu texto. Vejo parentes meus dando presentes para todos os filhos quando um faz aniversário, para que os outros "não se sintam tristes por ver seu irmão ganhando presente e ele não". Pelo amor de deus, que tipo de cidadão este pai está criando.… Read more »

Anônimo
2 anos atrás

Eu vejo pelo meu irmão, nascido na primeira metade da década de 80, na época de bonança dos meus pais. Ganhou tudo e mais um pouco, foi bastante mimado, hoje é uma criança de 30 e tantos anos, como bem descreve o post do seu madruga, que não faz nada além de estudar pra concursos (justificativa pra não fazer nada), mora com os pais e não sai por não ter um tostão furado. Já eu cresci no tempo das vacas magras e sei muito bem dar o devido valor ao dinheiro, mesmo tendo uma década a menos de idade, já… Read more »

Anônimo
2 anos atrás
Reply to  Anônimo

Seu irmão é um bosta porque nasceu na segunda metade da década de 80, mas você se salvou tendo nascido uma década depois dele?
Quer dizer que a geração de 90 é ungida? Não fez muito sentido não, amigo.
Se o nível de proteção às crianças só vem aumentando ao longo das décadas, na teoria você foi mais toddynho que o seu irmão.

2 anos atrás

Interessante como carregamos certos desejos da infância, mesmo já adulto, e sabendo o valor real do dinheiro e o uso correto dele, ao ver uma estante destas os meus olhos até brilham, rs. Claro que acho muito bonito e dá até vontade de ter, mas a maturidade já fala mais alto. A questão é que a acumulação seduz, o hábito de colecionar as coisas parece ser um dos maiores vícios do ser humano, parece que você já nasce com esta tendência a acumular coisas. E não adianta você achar que está "curado" disto depois que para de comprar coisas e… Read more »