Donald e Claire e a maldição do dinheiro

Revisitando alguns posts, devido a alteração de layout do blog Gostou – Sim, Não, Mais ou Menos? , encontrei este texto que bate com um que postei dias atrás – Comodismo Financeiro.

Abaixo você verá a história de Donald e Claire, casal que estava com a vida bem encaminhada, até que…



No final, minha conclusão. Vamos ao texto!

———–

Donald é um cara que costuma guardar dinheiro. Para ser exato, há uns 5 anos. Devido aos belos aportes que fazia, seu montante já apresentava um belo número.

Em paralelo, aumentava sua ansiedade em usar esse dinheiro. Afinal, Donald ia guardando mês a mês, uma parcela significativa de seu salário. E conforme o montante crescia, seus desejos de consumo começavam a lhe perturbar.

Além dos desejos, para aumentar sua preocupação, Donald via-se cada vez mais perturbado por sua mulher Claire, que não entendia a lógica de seu marido em se “apegar” ao dinheiro guardado.

Não era raro as vezes em que Claire dizia a Donald;

– Vamos viajar!  – Vamos comprar um carro novo!

E isso afetava muito a Donald. Pois ele também tinha essas vontades. Apesar de ter criado o hábito de poupar, não saia da cabeça de Donald os desejos pelo consumo.

Por outro lado, Donald sabia o sacrifício que fez para chegar até ali.

A Reviravolta

Donald e Claire estavam passando por momentos difíceis. O casal já não se entendia como antigamente. E com isso, Donald já não conseguia mais justificar a razão de não usarem o dinheiro.

Na verdade, nem para ele mesmo ele conseguia justificar a não utilização do dinheiro. 

Com isso, Donald começou a utilizar seu dinheiro. Primeiro veio o carro dos sonhos, depois as viagens…

E a vida equilibrada de Donald e Claire começou a ruir.

Em pouco tempo, o casal viu cair pela metade suas economias. E infelizmente, isso não os abalou. Continuaram a gastar como se não houvesse amanhã. Eram roupas, móveis…

O efeito da gastança foi que por um tempo as brigas cessaram. Donald e Claire viveram seus melhores momentos, até o dia que o dinheiro acabou…

A maldição do dinheiro

Donald não acreditava em ver sua conta bancaria no zero.  Ele não conseguia entender como uma conta recheada como a dele foi se perder. Muitas vezes, Donald se via culpando sua esposa em pensamento. Para ele, Claire foi a responsável pelo rombo bancário…

Claire, por outro lado, não se conformava com a derrocada do marido. Ela custava em acreditar que Donald não foi bom o suficiente para administrar seu patrimônio.

Ela achara que Donald sabia o que estava fazendo. Ela sempre pensou assim…

Conclusão

Compartilho a ideia que todo extremismo faz mal.

Também acredito que não se consegue manter o  extremismo por muito tempo. Tenho como experiência uma dieta rigorosa que cheguei a fazer.

Pizza entre outros seguindo a linha, cortei. Resultado?  Minha dieta durou 3 meses…

Também há um outro ponto em minha falha comparando com a de Donald, objetivo. Sem estar claro o porquê você está fazendo tal coisa, cedo ou tarde você “larga mão”, abandona…

Portanto, buscar o equilíbrio acredito ser a chave para tudo. Experimente, pois pender demais para um lado uma hora te fará cair…

Conhece a história de Ricardo e Jean?

See ya!

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3 anos atrás

Olá, sr. Inglês!

Donald poupava sem ter um objetivo claro e Claire, ao que parece, não tinha sua própria poupança. Complicado isso, hein?

Um abraço!

Anônimo
3 anos atrás

Poupar é difícil pra caralho, gastar é muito fácil.Eu no lugar do Donald teria tomado a decisão mais sensata, cair fora do relacionamento. Ninguém é mais importante que meu bem estar, seja físico, psicológico, emocional ou financeiro.Eu sempre coloco meu bem estar acima de qualquer decisão, claro que num relacionamento você tem que ceder de vez em quando, mas nunca eu nunca colocaria meu futuro em risco pelo relacionamento.Eu tive uma colega de faculdade que pediu demissão de um emprego concursado para acompanhar o noivo que fora transferido para outro estado.Ela tinha menos de um ano e só poderia se… Read more »

3 anos atrás

Isso que dá investir na poupança errada kkk

O mais triste é que a história se repete o tempo todo, em todas as famílias (com menor ou maior grau de intensidade), mas as pessoas não aprendem…
Tudo na vida tem limites, inclusive a confiança…

3 anos atrás

triste

It's me
2 anos atrás

Estou nesse momento de buscar o equilíbrio. Eu sou um pão duro de marca maior, daqueles que sai apagando as luzes da casa, que escolhe as coisas no cardápio pelo preço, etc.
A escolha do nosso parceiro de vida é muito importante na busca pela independência financeira, se a pessoa não tem os mesmos objetivos do que você fica bastante complicado. Sempre tive dificuldades de encontrar uma pessoa que tivesse o mesmo jeito de pensar do que o meu e por isso nunca me casei. kkk

2 anos atrás
Reply to  It's me

It´s me, entendo um pouco o seu lado, mas eu diferencio muito os dois exemplos que vc deu. Apagar as luzes pela casa não é "pão-durice", uma vez que isso é desperdício. Tudo o que evita desperdício vai além de qualquer rótulo de muquirana. É agira corretamente ou jogar recursos escassos no lixo. Já no lance do cardápio, aí sim, a gente não precisa deixar de fazer e comer o que gosta para economizar alguns reais. É aqui que o equilíbrio do texto do II entra. Equilíbrio em escolher corretamente o custo-benefício para a gente. Já o desperdício, não tem… Read more »

2 anos atrás

que bosta.
mulher errada, tudo errado.
antes só que mal acompanhado.

abs!

2 anos atrás

Olá II,

Equilíbrio é tudo e temos que ter parceiros que nos ajude nisso. Eu criei um post a respeito de ter um parceiro que ajude a poupar e buscar a IF. Esse casal levou ferro por ter deixado a vida leva-lo.

Abraços.

Aprendiz a Milionário
2 anos atrás

É senhor InglÊs, tem que se encontrar o meio termo, eu costumo utilizar os gastos como recompensas, levar uma vida de peregrinação poupando sem desfrutar nada esperando um futuro que pode nem chegar é complicado. triste história…

Novo por aqui, te add ao roll. abraços!

ATIVOS FOR CHANGE
2 anos atrás

Olá II, Exemplo que deve ser muito comum. É preciso esclarecer e re-esclarecer tantas voltas do sacrifício que é construir patrimônio para "pobres mortais". Além de alinhar os objetivos e relembrá-los é necessário trabalhar o psicológico. Vivemos numa sociedade em que somos bombardeados direta e subliminarmente dia-a-dia para o consumo; para nos sentirmos melhor por isto e por aquilo…Claro que, quem quer construir um patrimônio só para postergar o consumo futuro…vai sofrer desde já (mesmo que seja válido ter este objetivo).Mas o equilíbrio também é fundamental. Tipo investir sem ter direito à lazer, a cultura ou mesmo à uma satisfação… Read more »