Navegando pelo Youtube dias desse, achei o vídeo de um cara que diz ter trocado um apartamento de 600 mil reais por Fundos Imobiliários.
No caso dele, parece não ser o único imóvel. O que facilita a decisão, certo?
Mas e se fosse o único?
Você teria coragem de trocar o teto onde dorme por uma carteira de ativos digitais?
Muita gente sente um frio na barriga só de pensar nesta ideia.
Afinal, fomos ensinados que “quem casa, quer casa” e que o imóvel próprio é o porto seguro.
Mas será que o porto seguro não pode estar te “travando” financeiramente?
Vamos refletir um pouco mais sobre o tema.
Trocar seu apartamento por Fundos Imobiliários, boa ideia?

No vídeo mencionado que vou deixar no fim deste post, o sujeito vendeu um apartamento por mais de 600 mil reais e aplicou exatos 600 mil em fundos imobiliários.
Partindo de uma carteira bem montada de FIIs que pague 0,8% a.m, temos:
- R$4800,00 ao mês de rendimentos!
Com essa renda, podemos alugar um imóvel para morar caso tenhamos vendido o único imóvel.
Pensando neste cenário, eu usaria uma porcentagem dessa renda para o aluguel. Afinal, esse rendimento vai variar!
Eu trabalharia com 70% do valor, ou seja, R$3300,00
A pergunta que fica para quem trocou seu único imóvel:
– Com 3.300 alugo o que?
Aqui no interior de São Paulo é possível alugar imóveis interessantes por essa quantia. Alias, imóveis melhores do que este vendido por 600 mil!
Ou seja, vou morar em um lugar melhor e ainda com grana para investir, já que nos meses em que eu receber os 4800, terei um extra de 1500 reais!
Interessante não?
Nem vou me estender que podemos alugar algo mais “em conta”, não é mesmo?
Parece muito bom para ser verdade. Vamos olhar os contras.
Quais os riscos desta troca?
Estamos falando de renda variável. Você está pronto mentalmente para ver seu patrimônio desvalorizar 10, 20% em um mês?
Uma coisa é perder 10% em uma carteira de 50 mil…
Outra é em uma de 600K, certo?
Para amenizar esse risco, você terá um belo trabalho para gerenciar essa carteira.
Não será uma tarefa fácil.
Exigirá bastante estudo para saber quantos fundos colocar, alocação entre setores…
Enfim…
Será trabalhoso.
Outra questão é que estamos a merce de uma possível tributação dos rendimentos. É algo que pode impactar bem o valor das cotas dos FIIs.
Além disso temos a inflação. Será que os fundos imobiliários conseguem repassar a inflação melhor que um imóvel físico?
Esse é um dos motivos de não usar a renda integral dos rendimentos. É bom separar uma parte para “cobrir” a inflação.
Não é mesmo?
Mas a verdade é uma só: – Realizar esse tipo de movimento não é para qualquer um!
Você teria estômago para isso?
Termino este post perguntando se você prefere a segurança de ter onde morar, ou ser remunerado para morar de aluguel?
Outra coisa, sendo bem honesto, não sei se abordei todos os riscos desta operação. Faltou algum que deixei passar?