Você não está tão ocupado quanto pensa que está…

Em happy hours, almoços e jantares, são sempre os mesmos velhos assuntos. O trabalho é uma loucura. A empresa simplesmente demite mais pessoas para tentar fazer mais com menos…

Essa sensação de ocupação também está presente em nossa vida pessoal. Estamos tão presos durante a semana de trabalho que nossos fins de semana são gastos limpando a casa, fazendo trabalho no quintal…

Quando tudo estiver pronto, quase não resta tempo para você, seus exercícios e hobbies.

Mas uma pesquisa descobriu que nosso senso de ocupação é, de certa forma, uma mentira.

Comparado ao seu colega de décadas atrás, você provavelmente não está tão ocupado. Você tem mais tempo de lazer do que as pessoas nos anos 60.

você não está tão ocupado quanto pensa que está

Em média, cerca de quatro a oito horas a mais de lazer por semana!



Enquanto trabalhamos tanto quanto nossos pais e avós, muito desse lazer extra se deve às maravilhas tecnológicas vistas na vida doméstica moderna.

Compras pela Internet que entregam mercadorias à sua porta, máquinas que lavam suas roupas e pratos, e comida que não leva o dia todo para se preparar. Todas essas pequenas coisas se somam, e temos algumas semanas extras de tempo livre por ano.

Ainda assim, nós realmente sentimos que estamos mais ocupados. Se aceitarmos a conclusão da pesquisa de que temos mais tempo livre (e as chances são de que você é muito pior em estimar quantas horas você realmente trabalha do que alguém nos anos setenta ou oitenta), por que não parece que temos uma abundância de tempo?

Fome do tempo, escassez e valor

O auto-engano que você está enfrentando é a “fome do tempo”. Um conceito excelente que Elizabeth Dunn explica muito bem. Logo, tentei traduzi-lo a seguir.

Nós, humanos, tendemos a pensar que, se algo é escasso, provavelmente é valioso. E isso geralmente é verdade.

Mas também acreditamos no inverso disso. Se algo é valioso, então deve ser escasso. Como nossos rendimentos aumentaram ao longo das décadas, cada uma das nossas vinte e quatro horas vale mais.

Pois recebemos mais por uma hora de nosso trabalho. E à medida que ganhamos mais por hora do que costumávamos, imaginamos essa hora como mais valiosa e mais escassa do que antes.

Então, quando temos que ‘gastar’ essa hora, parece que estamos dando mais.

Quando estávamos suando dez horas por dia, pintando casas por seis pratas por hora, parecia que tínhamos todo o tempo do mundo. Agora que estamos administrando uma equipe por cem mil por ano, ganhando muito mais em uma hora do que pintando ripas, olhamos para cima e parecemos ter menos horas..

Em algum lugar ao longo da linha, nós compramos a ideia de que tempo é dinheiro. E quando comparamos os dois conceitos, reforçamos a ideia de que ambos são escassos. Nós nos tornamos frugais com nosso dinheiro e nosso tempo, apesar do fato de que provavelmente temos ambos em maior abundância.

Os problemas de Time is Money

E acreditar que o tempo é dinheiro faz com que alguns outros comportamentos prejudiciais levantem suas cabeças.

Por um lado, estamos menos propensos a doar o nosso tempo quando pensamos que uma das nossas horas é mais valiosa. Quando podemos ganhar US$ 100, é mais difícil nos convencermos a doar essa hora para uma instituição de caridade, mesmo que seja uma ótima maneira de fazer você feliz e, incrivelmente, fará com que você sinta que tem mais tempo também.

Além disso, quando você começa a ver suas horas limitadas em termos de um valor monetário, até nos tornamos menos propensos a fazer coisas como reciclar, pois simplesmente não vale a pena nosso precioso tempo.

Mas talvez você seja a exceção. Talvez você esteja realmente trabalhando por mais horas, e esteja estimando seus níveis reais de tempo livre com precisão, e tenha as planilhas de horas para provar isso.

Mas antes de você chegar a essa conclusão, peço que considere onde você está lendo este post no blog agora. Você está no escritório, lendo meu pequeno blog em um computador da empresa ou em seu celular, enquanto tecnicamente você deveria estar fazendo um trabalho de verdade?

Para o leitor médio, eu diria que você provavelmente não está tão ocupado quanto pensa. Se for esse o caso, talvez a melhor coisa a fazer seja mostrar ao mundo a sua riqueza de tempo, e dar um pouco dessa experiência esta semana.

Não só você estará ajudando alguém, você será um pouco mais feliz, e eu aposto que você acha que tem mais tempo de alguma forma também.

Fonte: Americanos tem mais tempo do que acham

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7 meses atrás

Bela reflexão, Inglês!

Eu diria que esse auto-engano provém muito de que não somos plenamente conscientes de que a escolha de nossas atividades está nas nossas mãos.

Nós somos responsáveis e protagonistas em nossas vidas e, assim, podemos escolher o que fazer com nosso tempo.

Ficamos presos em atividades que achamos que são necessárias e não são. Que acreditamos que são urgentes e não são. Assim, continuamos presos nessa ideia de que não temos “tempo”

Abraço e bom final de semana!

7 meses atrás

Depois que inventaram as redes sociais nunca estivemos tão “ocupados” rs

7 meses atrás

Investidor Inglês,

Nem sempre temos a possibilidade de escolher, como as horas de trabalho diárias. Porém tirando essa parte, a tecnologia pode facilitar muito nossa vida, como compras e serviços bancários.

A questão é que com tantas opções, muitas vezes perde-se o foco nas prioridades ou ao menos no que é realmente importante ou que faz parte das afinidades pessoais. Isso é bem comum com filmes e jogos que às vezes a pessoa sabe que não gosta, mas acaba gastando tempo com esse entretenimento para se sentir incluída em algum grupo.

Muito bom o seu post!